Pura paixão: saiba como anda o Sandero R.S Racing Spirit

O carro que merece ser amado ganha mais uma arma para conquistar seu coração

Fotos: Divulgação | Texto: Marcelo Moura

 Poetas, escritores, médicos... A humanidade seguiu diferentes caminhos ao longo da história tentando explicar o que é o amor. Na área da psicanálise, Sigmund Freud garantia que nossas primeiras relações na infância criam um mapa do amor que nos guiará ao longo da vida. Já alguns reis da palavra, como Pablo Neruda e Carlos Drummond de Andrade, foram pelo caminho de que ele não se explica, simplesmente se sente. A questão aqui é que independente do argumento que lhe parecer melhor, você chegará à conclusão de que o Sandero R.S é um carro que naturalmente merece ser amado. Mas aí a Renault cria a série limitada Racing Spirit e você percebe que, sim, é possível gostar ainda mais do hot hatch.

VELHA INFÂNCIA

Antes de tudo é preciso explicar porque o Sandero R.S merece o seu carinho. Não queremos dizer que ele é o melhor carro do mundo. Tampouco o mais rápido, o mais bonito, o mais fácil de conviver no dia a dia ou o mais barato. Mas isso são apenas detalhes, pois para ser merecedor do amor de um verdadeiro Viciado em Carro é preciso muito mais do que isso. Aqui vai o primeiro argumento: se você nasceu, cresceu ou simplesmente respirou durante os anos 1980 e 1990 o seu sonho de consumo eram os esportivos nacionais, como o Escort XR3 e o Gol GTi. Mas aí o bendito Século 21 chegou e os esportivos brasileiros se perderam em um misto de spoilers, saias laterais, rodas maiores e costuras vermelhas no interior. Em um mundo onde Onix Effect e Palio Sporting são exemplos dos nervosos acessíveis, o Sandero R.S merece sua afeição por ser um oásis que mostra que o esportivo raiz tem que ter motor maior, câmbio manual, menos peso e suspensão refeita.

Renault Sandero R.S Racing Spirit

O segundo motivo passa pela transformação intensa do hatch. É como se o Sandero fosse a Princesa e a Renault Sport o Netinho de Paula no Domingo Legal – assuma, você já assistiu esse quadro no SBT no início dos anos 2000. Com milhares de horas de trabalho a divisão de elite dos franceses conseguiu transformar um hatch insosso em um monstrinho de track day. E é impossível não amar isso. Então o que poderia atrapalhar o Sandero R.S na tentativa de ser um carro aclamado pelo povo? O design! Se a Renault concentrou muito tempo reinventando o carro sob a carcaça, esteticamente ele ficou bem sóbrio e próximo do Sandero que a sua tia dirige. Intencionalmente ou não, a série especial Racing Spirit muda isso e transforma o hot hatch em um “esportivo esportivado”.

ESTEREÓTIPO

Desenvolvida pela Renault Sport em parceria com o estúdio de design brasileiro da marca, a edição limitada a 1.500 unidades aposta no estereótipo dos esportivos de fachada: muito vermelho. A cor está na parte inferior do para-choque dianteiro, capas dos retrovisores, difusor traseiro, adesivos laterais, pinças de freio e no centro das rodas de 17 polegadas. O interior segue o mesmo padrão e a cor intensa em uma faixa nos bancos, saídas de ar e cluster. Uma plaqueta com a numeração do carro na série e um desenho do circuito de Brno, na República Tcheca e palco de grandes vitórias da Renault Sport, completam o pacote.

Fora da área estética a única diferença do Racing Spirit são os pneus esportivos Michelin Pilot Sport 4 205/45, que substituem os Continental ContiSportContact 3 e equipam carros que vão desde o Audi A1 até o Maserati Ghibli. Apesar de serem pneus da mesma categoria, a novidade tem maior área de contato com o solo e menos torção, o que melhora o desempenho em situações mais exigentes.

Renault Sandero R.S Racing Spirit

Fora isso é o mesmo Sandero R.S que nós já conhecemos, com o 2.0 do Duster afinado para liberar 150 cv e 20,9 mkgf de torque, transmissão curtíssima, bancos decentes, direção precisa e pedigree para impressionar em qualquer tipo de pista. Mas isso também significa que é o mesmo Sandero R.S duro de conviver no dia a dia, com giros lá em cima mesmo em sexta marcha e um verdadeiro teste de paciência no trânsito pesado. Afinal, a coreografia de braços e pernas para trocar marcha a cada segundo irrita logo de cara. Mas acostume-se: esperar docilidade de um R.S é como esperar que um tigre de bengala se esfregue nas suas pernas como um gato só porque ambos são felinos. Não vai acontecer.

Mas e o preço? O Racing Spirit sai por R$ 66.400, valor R$ 2 mil mais caro que o Sandero R.S convencional equipado com as rodas de 17’’. É barato? Não. Mas o amor perdoa.

Renault Sandero R.S Racing Spirit

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